quarta-feira, 20 de março de 2013
“Pedi pra mãe – me interna, to infeliz pra caralho.
Aquela velha história do amigo engarrafado me era completamente aplicável, não havia companhia melhor. Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era... Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero. (...) o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios... Porra eu preciso ser internada.”
Caio Fernando Abreu
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O texto é tão antigo, o sentimento tão... recente...acho que é de 2005
Se
isso é uma carta de despedida? Sim ela é. Agora eu vejo meu lindo sangue
correndo pelo chão branco, sangue vermelho e venenoso. A minha história hoje
teve fim, teve seu ponto final... O meu sangue continua escorrendo...
Descrevendo todo o meu sofrimento, toda a minha dor. Estou sedenta... Quero
este mesmo sangue para saciar a minha sede. A faca continua crava em mim... No
meu peito... Mas esse sofrimento e essa dor não foram à faca que causou. Foi
você! Finalmente estou sentindo que do meu corpo estou saindo... Ele ainda está
quente... Aos poucos perdendo a temperatura... Em pequenas frações de segundos,
minha vida inteira passou na minha frente. Vi você, consegui até sentir seu
perfume... Hei! Onde estão indo com o meu corpo? Quem é toda essa gente? Por
que estão chorando? Eu estou bem! Melhor que vocês, longe da falsidade do mundo
e das pessoas. Meu corpo... Pobre corpo... Queria que essa dor permanecesse
apenas em minha carne, não em minha alma... Estão limpando o meu sangue... Será
que alguém o beberá em uma linda taça? O que acontecerá com ele? O que
acontecerá comigo? Achei que depois de tudo isso não sentiria jamais minhas
lágrimas rolarem, esse vazio, essa dor.
Injusto o que eu fiz? Não, não é!
Eu sei que deixei pra trás pessoas que amo muito! Mas por que ninguém me amava?
O que eu faria onde ninguém me ama? Eu sentirei saudades... Eu seguirei muitos
passos... E um dia... Em seus sonhos hei de aparecer para te dizer que amei
você. Não se arrependa, não agora... Mesmo que isso aconteça, eu não vou
voltar. Não há mais nada o que fazer. Assim como o meu sangue... Suas lágrimas
também um dia irão correr, e com elas eu brindarei... O início da sua dor... E
o término da minha. Enquanto você está lendo... Eu estou delicadamente te
abraçando e te beijando como forma de despedida... E nesse mesmo momento... Meu
corpo está dentro de uma caixa sendo coberto por terra enquanto a minha música
toca... E meu espírito já está saindo do seu lado... E vagando lentamente ruma
a eternidade... Aquela... A qual eu amaria você... Se meu sangue não
escorresse... Minhas lágrimas não caíssem... E por ti meu coração não parasse.
“Mas
quem um dia irá dizer que existe razão pras coisas feitas pelo coração”
sábado, 9 de fevereiro de 2013
0 x 0
Tá difícil sorrir, manter a pose, se equilibrar no salto e manter a maquiagem em seu devido lugar. Tá dífícil ir em lugares que você nunca foi e mesmo assim esperar que você entre ali a qualquer momento. Ta difícil controlar esse humor que oscila da depressão a fúria. Sorrir mesmo que por educação... já não da mais. Tá difícil fingir.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
É né...
“E eu vou escrever sobre o que, agora? Sobre como tudo sempre dá errado pra mim e com você também não seria diferente? Que, de novo, “não era pra ser”? Nunca é pra ser? Quando é que vai ser?”
Iolanda Valentim.
Iolanda Valentim.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
E o tempo passa.... e nada muda
Pois é, em 2009 criei esse blog com o objetivo de "desabafar", mas.... escrever aqui o que realmente me incomoda, me expressar, desabafar, tem o mesmo efeito das terapias cognitivas, essas psicoterapias eu já tentei fazer com várias psicólogas e até mesmo com meu próprio psiquiatra, porém... cada vez que coloco o dedo na ferida, eu afundo ainda mais. Não me incomodo em falar sobre a bipolaridade, a depressão, tratamento e tudo o que engloba isso, mas falar dos meus problemas, do que me faz mal, isso sim. Isso me tortura, é como se eu perdesse o controle do problema depois que eu falo sobre isso. Como se ele ficasse maior cada vez que eu falo. Estou numa fase que fico tonta e com ânsia quando chega a hora de tomar os remédios, já tirei quase todos, inclusive as vitaminas para facilitar. No momento tomo Carbolitium 459 CR e Lamictal... mas só de sentir o cheiro eu tremo. Do ano retrasado até uma parte do ano passado acreditei que finalmente eu estava controlada... mas... meu carrinho da montanha russa despencou numa velocidade que não consegui parar. Posso dizer, que estou cansada... muito cansada.
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